Olá a Todos!
Becca publicou no seu blogue uma mensagem a anunciar que acabou o primeiro manuscrito de Black Ice e que para a semana irá enviar o manuscrito à sua editora.
Relembro que Black Ice será a próxima obra de Becca. Quem quiser saber mais sobre Black Ice siga o LINK
sábado, 2 de março de 2013
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Carta Traduzida e Fan Fic capítulo 6
Olá a Todos!
Como prometido está aqui a carta de Patch para Nora em Português e mais um capítulo da FanFic.
Meu Anjo
A maior das minhas esperanças é que tu nunca tenhas de ler isto. Vee sabe que tem de te dar esta carta apenas se a minha pena seja queimada e eu esteja acorrentado no inferno, ou se Blakely tiver inventado o protótipo de uma arma forte o suficiente para me matar. Quando a guerra entre as nossas raças começar não sei o que será do nosso futuro. Quando penso em ti, e nos nossos planos, sinto uma dor desesperada. Nunca quis que as coisas ficassem bem como estão agora.
Antes de eu deixar este mundo, preciso de ter a certeza de que saibas que todo o meu amor te pertence. Os meus sentimentos por ti agora são mesmo antes do Changeover Vow. És minha. Sempre. Adoro a força, coragem e bondade da tua alma. Adoro o teu corpo também. Como é que alguém tão sexy e perfeita ser minha? Contigo tenho um propósito- alguém para amar, cuidar e proteger.
Existem segredos do meu passado que pesam na tua cabeça. Confias-te em mim o suficiente para não me perguntares sobre eles, e foi a tua fé que me tem tornado um homem melhor. Não quero deixar-te com algo escondido entre nós. Eu disse-te que fui banido do paraíso por me apaixonar por uma rapariga humana. A maneira como eu expliquei, eu risquei tudo para estar com ela. Eu disse estas palavras porque elas simplificavam as minhas motivações. Mas não eram verdade. A verdade era que eu já não me encantava com os objectivos dos arcanjos e quis revoltar-me contra eles e as suas regras. Aquela rapariga foi uma desculpa para largar a minha antiga maneira de viver e aceitar uma nova jornada que me levaria a ti. Eu acredito em destino. Meu Anjo. Acredito que todas as escolhas que eu fiz me trouxeram para mais perto de ti. Eu olhei por ti durante muito tempo. Posso ter caído do paraíso mas apaixonei-me por ti.
Farei todos os possíveis para ganhares esta guerra. Os Nephilim sairão vencedores. Irás cumprir o teu acordo com o Mão Negra e ficar segura. Esta é a minha prioridade mesmo se custar a minha vida. Suspeito que ao leres isto irás ficar zangada. Será difícil perdoar-me. Eu prometi que ficaríamos juntos no fim , e poderás ressentir-me por quebrar a promessa. Quero que saibas que fiz tudo para manter a minha palavra. Enquanto escrevo isto, penso em todas as possibilidades de que no veremos no fim. Espero encontrar uma maneira. Mas se eu tiver que escolher entre eu e tu, escolho-te a ti. Sempre escolhi.
Com todo o meu Amor,
Patch
O cristal brilhava
intensamente, lá fundo da minha existência sabia que era errado fazê-lo,
mas tinha de consegui-lo, apoderam-me daquele objecto que perscrutava
no meu intimo se realmente deveria faze-lo. Se a minha alma era
integralmente demoníaca ou existia uma réstia de humanidade e bondade no
meu âmago.
Não! Gritou um voz na minha mente, que reconheci como sendo a minha. Eu sou e serei assim, uma Demónio insana, que se alimenta do sofrimento dos mortais. Aquela que em nenhum momento conheceu o céu, como os seus superiores. Aquela que tinha de obedecer ao supremo senhor da maldade, Lucifer. O seu adorado senhor, a quem o trono fora roubado por seres da sua raça, que o escorraçaram da sua casa, condenando-o a viver preso aos mortais. Aquele a quem cortaram as assas. Aquele a quem eu prestara vassalagem, a criatura na qual depositava toda a minha confiança, todo o meu amor jovial, toda a minha essência, toda a minha vida…
Precisava dele. O cristal era essencial para a sua missão. Qualquer obstáculo seria eliminado. Poderia ter corrido todo bem, se ele não aparecesse. Inicialmente pensei que de um humano se tratasse, se assim fosse, não teria com que se preocupar, seria invisível aos seus olhos mortais, cegos pela racionalidade que os impedia de ver mais além, de comtemplar as criaturas criadas por uma entidade superior, a qual nunca conseguiriam alcançar. Preferia que assim tivesse sido, que me encontrasse por ser sem um pingo de poder no seu sangue, no seu corpo; Mas então o homem vociferou:
- Que deseja uma criatura, como tu, de alguém como eu?
- Diz-me, se não estou perante um humano- cuspi todo o meu ódio e escárnio naquela palavra, ele estremeceu- encontro-me perante que criatura?
A sua gargalhada seca e gélida ribombou pelo ar. Parecia surpreendido pela minha ignorância. Decerto que não desconfiava que eu ainda era um bebé, que dava os primeiros passos para a sua maléfica existência. Uma pequena alma, ainda incapaz de distinguir a realidade do imaginário, já que a minha percepção de tempo era diferente da sua.
- Não reconheces. A raça que fora escorraçada do céu… - o seu sorriso demonstrava um certo gozo da situação.
- Significa que estou perante…
- Sim… - interrompeu-me secamente, o seu sorriso abriu-se mais, mostrando uns dentes perfeitamente alinhados e brancos. Deslizou os dedos pelo seu cabelo acastanhado, tentando criar um clima de suspense e começando a dar comigo em doida.
- Fala! – ordem, ainda mais enraivecida da que normalmente – Diz-me o que és!
Voltou a sorrir. Estava de certo a apreciar a minha fúria, a minha irritação, mas se as apreciava assim tanto, iria então experimenta-las. Mas antes que agisse respondeu:
- Sou um anjo caído!
Era óbvio que me encontrava perante um desses seres. Embora venerasse Lucifer, aquela raça, os anjos caídos era algo que me repugnava. Apesar de tirem a sua essência corrompida pela maldade, sempre perdurava um pingo de inocência e bondade na sua existência, anteriormente angelical.
O homem continuava a observar-me. Talvez porque pensasse que depois identificar-se eu ficaria boquiaberta, mas mal poderia imaginar o que eu era. Que a minha alma demónica se sobrepunha a qualquer outro sentimento ou valor minimamente humano. O Homem, outra criação repugnante daquele que escorraçara o ser que eu mais respeitava.
- Então, não ficas surpreendida?- perguntou- Decerto que já desconfiavas… Mas agora é a tua vez de abrires o jogo. Sei que vens atrás do cristal, tal como muitos outros tentaram, embora muitos dos meus irmãos tivessem sido sacrificados, nunca ninguém conseguiu… Sei que não és mortal, estás muito longe de sê-lo, mas diz-me… que criatura és realmente?
A minha gargalhada seca e histérica ecoou pelo ar. Quem pensava ele que era para formular tal questão. Pensara, em segundos que soubesse mas aparentemente dera-lhe mais valor do que realmente merecia possuir.
- Sabes… já vi de tudo… - continuou, como que se a minha existência fosse insignificante – Arcanjos que se ajoelharam aos meus pés, suplicando-lhe que lhas concedesse esta dádiva, – apontou com o queixo para o cristal, translúcido, que incrivelmente assumia a forma de umas assas, não as assas de uma qualquer ave, mas sim as mais belas, as assas de um anjo – lutei contra nefelins, possivelmente contra algum dos meus filhos – soltou um riso seco - vi irmãos combaterem por ele. Lutas demasiado sangrentas para um mortal pudesse sequer imaginar… Até mesmo eu sofri… tive a minha pele arrancada do meu corpo vezes sem conta, senti que iria morrer quando as armas me atravessam, mas a minha existência impedia que a minha vida fosse ceifada, se é que lhe posso chamar vida… Mas nunca pensei que merecesse a visita da tua raça…
- Isso significa que sabes o que sou? – a fúria fervilhava em mim, no meu sangue negro e espesso que pulsava dentro de mim – Se o sabias, porque perguntas-te?
-Queria ouvi-lo da tua boca… - respondeu com escárnio – Mas visto que não me dás esse prazer… Eu revelo-o… És um demónio… Demasiado jovem por sinal…
- Como sabes? – a fúria aumentava cada vez mais dentro de mim, tinha de faze-lo sofrer, libertar dentro de mim este desejo por sangue.
- A verdade é que já ando por aqui há uns aninhos… - riu-se novamente, aquele som não poderia ser mais irritante – Conheço até Lucifer… - agora sim, o meu queixo caíra por terra, como é que ele poderia… não era impossível – pessoalmente…
Não aguentei mais, como é que ele podia proferir tais blasfémias sem ser punido. Seria agora, que a demência tomaria conta da minha mente insana. Seria agora, que descarregaria toda a minha revolta, embora soubesse que acontece o que acontecesse, nenhum de nós sairia realmente magoado desta batalha.
Retirei então, a adaga da bainha, investi contra ele, mirando o lugar onde se o possuísse, estaria o seu coração. Também desembainhou uma arma, que nunca antes vira, assemelhava-se a um punhal, mas mais comprido, mas fino, mais pontiagudo, de punhal cravejado a ouro. O anjo caído bloqueava todas as minhas investidas. Mas não atacava, limitava-se à defesa.
Foi então que empunhou a sua arma e deferiu um golpe em cheio no centro do meu peito. Pensei que não seria afetada, mas enganara-me. O metal cravado na minha pele, parecia queima-la, como as labaredas do inferno, mas de uma forma dolorosamente insuportável.
Cai por terra, ajoelhando-me, tentando retirar aquele objeto que me impingia tanta aflição, mas quanto mais tentava fazê-lo, mais ele se afundava em mim.
- Pensavas mesmo que não estaria protegido contra seres da tua laia? – cuspiu, levantando a minha cabeça pelos cabelos – diz ao Lucifer que ele nunca conseguirá aquilo!
Mal acabava de proferir tais palavras, já ele desaparecia, junto com o cristal. E eu contorcia-me com uma dor que nunca antes pensara experimentar, tossindo em sangue negro, o meu futuro incerto.
- Como é que vou explicar à minha mãe? Não… a sério, tu não sabes como
ela é… Como é que quiser que eu lhe diga que tu vais viver para minha
casa?- Nem sequer pensava no facto de ele ter-me beijado. Só no que a
minha mãe me faria se apanhasse um rapaz em casa.
- É para tua proteção… - desabafou. Nem mesmo ele parecia satisfeito com aquela situação, decerto que eram ordens.
- A minha m… - deixei a frase a meio. Uma dor aguda queimou-me o peito. Um grito de dor afogou-se na minha garganta, levei a mão ao local onde a sofrimento me consumia, me devorava. Mickael balbuciou algo, imperceptível ao meio cérebro, perfurado por agulhas de agonia.
O quarto girou em torno da cama. A esbelta figura do arcanjo desfigurou-se metamorfoseando-se num ponto negro, que parecia consumir toda a luz à nossa volta.
Uma tosse incontrolável cresceu na minha garganta, trazendo consigo o sabor metálico que embora conhecido, permanecia oculto perante o pânico me corroía. Queria parar aquilo, mas não conseguia… Tossi e voltei a tossir, as minhas mãos eram cobertas de sangue.
Continuaria assim se Patch não tivesse aparecido, pegou-me gentilmente nas mãos. As palavras que me sussurrava domaram a dor que me corrompia, a tosse cessou e o quarto volta ao que era antes.
- Nora estás bem?- a preocupação e a ternura transbordavam na voz de Patch. Fixava-me com o olhar, os seus olhos percorreram o meu corpo, numa tentativa de verificar que me encontrava bem, até pousarem nas minhas mãos- O que é que…?
Observei-as, o sangue ensopava-as. Não o sangue vermelho que me corria nas veias. Mas sim um fluído negro e pegajoso, semelhante a crude.
- O que é isto?- perguntei num fio de voz.
- Sangue de demónio… - respondeu Miriam que até então permanecia calada, a um canto.
Debati-me inutilmente, vendo o meu corpo petrificar perante o contacto com aquela arma. Queria mover-me, arranca-la do meu corpo, destrui-la com as chamas que me enfureciam, mas não conseguia. A dor perfurava todo o meu âmago, gelando todas as minhas entranhas. Até o sangue que outrora jorrava da minha boca, secara.
- Talvez o meu fim esteja próximo… - dei por mim a sussurrar – O que será pior que o inferno? – perguntei retoricamente. Até que… nada… a dor desaparecera, como que se nunca se tivesse alojado no meu ser. Agradeci ao que quer que fosse responsável pelo meu alivio, murmurando entre dentes, uma prece demónica para que nenhum mal, provocado pelos meus semelhantes, se alojasse na sua existência. Estava presa nos meus pensamentos que nem apercebi-me da sua presença.
- Então o que te fizeram? – perguntou em tom de chacota, por entre risadas infantis e secas.
Com dificuldade movi a cabeça, para observa-la. Só pela sua voz conseguira identifica-la, mas necessitava de ter a certeza de que era ela. Observei-a. Estava sentada, sobre um muro de pedra negra, iluminada pela noite como uma musa, o seu cabelo escarlate ondulava com a brisa, lambendo-lhe as faces, como as labaredas das profundezas o faziam. Como de costume envergava um vestido negro, bordado com fios de sangue humano coagulado, que insinuava o seu corpo bem definido. Era a Demónio mais bela da história, segundo rezava a lenda, mas ao contrário de muitas eu não invejava o seu cabelo, os seus olhos dourados, mas sim o seu poder.
- Deixa-te disso… -respondi secamente – agora se não te importas, tira-me isto.
- Não precisas de estar frustrada… - zombou – A culpa não é tua. Deveriam ter enviado alguém poderoso… Não uma simples criança como tu…
A cólera fervelhou, dentro de mim. Cresceu e dizimou qualquer réstia de calma e controlo que restasse em mim, avolumou e rebentou. Estalidos de raiva viajaram pelo meu sangue negro até atingir o auge e sem que o meu corpo aguenta-se mais, explodiu em labaredas que queimaram o alcatrão, onde me encontrava estendida, até atingirem o local onde a Demónio se encontrava.
-Ok… acalma-te lá… Subestimei-te… - desculpou-se – Agora podes apaga-lo?
Reprimi a ira com grande custo. Então ela desceu da sebe, caminhou lentamente, movendo-se agilmente pelo fogo que ainda não se extinguira, no seu perfeito habitat. Aproximou-se de mim. Esticou a sua delicada mão e com dificuldade retirou o objecto cravejado na minha carne.
- Temos aqui um belo trabalho… - disse observando a arma – É feita de metal celeste, fabricado pelos arcanjos… Maligno a todos os seres das trevas… por isso pega-lhe sempre no punho – aconselhou – Adoraria saber mais acerca desta ocorrência, mas não é por isso que me encontro aqui.
- Então? – perguntei, levantando-me pesarosamente – O que é assim tão importante que te tenha tirado das profundezas da nossa casa?
- Um reles mortal… - cuspiu com desdém.
- O que queres dizer?
- A ligação… Existiu contacto entre ti e esse mortal desprezível…
Como prometido está aqui a carta de Patch para Nora em Português e mais um capítulo da FanFic.
Meu Anjo
A maior das minhas esperanças é que tu nunca tenhas de ler isto. Vee sabe que tem de te dar esta carta apenas se a minha pena seja queimada e eu esteja acorrentado no inferno, ou se Blakely tiver inventado o protótipo de uma arma forte o suficiente para me matar. Quando a guerra entre as nossas raças começar não sei o que será do nosso futuro. Quando penso em ti, e nos nossos planos, sinto uma dor desesperada. Nunca quis que as coisas ficassem bem como estão agora.
Antes de eu deixar este mundo, preciso de ter a certeza de que saibas que todo o meu amor te pertence. Os meus sentimentos por ti agora são mesmo antes do Changeover Vow. És minha. Sempre. Adoro a força, coragem e bondade da tua alma. Adoro o teu corpo também. Como é que alguém tão sexy e perfeita ser minha? Contigo tenho um propósito- alguém para amar, cuidar e proteger.
Existem segredos do meu passado que pesam na tua cabeça. Confias-te em mim o suficiente para não me perguntares sobre eles, e foi a tua fé que me tem tornado um homem melhor. Não quero deixar-te com algo escondido entre nós. Eu disse-te que fui banido do paraíso por me apaixonar por uma rapariga humana. A maneira como eu expliquei, eu risquei tudo para estar com ela. Eu disse estas palavras porque elas simplificavam as minhas motivações. Mas não eram verdade. A verdade era que eu já não me encantava com os objectivos dos arcanjos e quis revoltar-me contra eles e as suas regras. Aquela rapariga foi uma desculpa para largar a minha antiga maneira de viver e aceitar uma nova jornada que me levaria a ti. Eu acredito em destino. Meu Anjo. Acredito que todas as escolhas que eu fiz me trouxeram para mais perto de ti. Eu olhei por ti durante muito tempo. Posso ter caído do paraíso mas apaixonei-me por ti.
Farei todos os possíveis para ganhares esta guerra. Os Nephilim sairão vencedores. Irás cumprir o teu acordo com o Mão Negra e ficar segura. Esta é a minha prioridade mesmo se custar a minha vida. Suspeito que ao leres isto irás ficar zangada. Será difícil perdoar-me. Eu prometi que ficaríamos juntos no fim , e poderás ressentir-me por quebrar a promessa. Quero que saibas que fiz tudo para manter a minha palavra. Enquanto escrevo isto, penso em todas as possibilidades de que no veremos no fim. Espero encontrar uma maneira. Mas se eu tiver que escolher entre eu e tu, escolho-te a ti. Sempre escolhi.
Com todo o meu Amor,
Patch
Capítulo 6 - Crude
I parte
Não! Gritou um voz na minha mente, que reconheci como sendo a minha. Eu sou e serei assim, uma Demónio insana, que se alimenta do sofrimento dos mortais. Aquela que em nenhum momento conheceu o céu, como os seus superiores. Aquela que tinha de obedecer ao supremo senhor da maldade, Lucifer. O seu adorado senhor, a quem o trono fora roubado por seres da sua raça, que o escorraçaram da sua casa, condenando-o a viver preso aos mortais. Aquele a quem cortaram as assas. Aquele a quem eu prestara vassalagem, a criatura na qual depositava toda a minha confiança, todo o meu amor jovial, toda a minha essência, toda a minha vida…
Precisava dele. O cristal era essencial para a sua missão. Qualquer obstáculo seria eliminado. Poderia ter corrido todo bem, se ele não aparecesse. Inicialmente pensei que de um humano se tratasse, se assim fosse, não teria com que se preocupar, seria invisível aos seus olhos mortais, cegos pela racionalidade que os impedia de ver mais além, de comtemplar as criaturas criadas por uma entidade superior, a qual nunca conseguiriam alcançar. Preferia que assim tivesse sido, que me encontrasse por ser sem um pingo de poder no seu sangue, no seu corpo; Mas então o homem vociferou:
- Que deseja uma criatura, como tu, de alguém como eu?
- Diz-me, se não estou perante um humano- cuspi todo o meu ódio e escárnio naquela palavra, ele estremeceu- encontro-me perante que criatura?
A sua gargalhada seca e gélida ribombou pelo ar. Parecia surpreendido pela minha ignorância. Decerto que não desconfiava que eu ainda era um bebé, que dava os primeiros passos para a sua maléfica existência. Uma pequena alma, ainda incapaz de distinguir a realidade do imaginário, já que a minha percepção de tempo era diferente da sua.
- Não reconheces. A raça que fora escorraçada do céu… - o seu sorriso demonstrava um certo gozo da situação.
- Significa que estou perante…
- Sim… - interrompeu-me secamente, o seu sorriso abriu-se mais, mostrando uns dentes perfeitamente alinhados e brancos. Deslizou os dedos pelo seu cabelo acastanhado, tentando criar um clima de suspense e começando a dar comigo em doida.
- Fala! – ordem, ainda mais enraivecida da que normalmente – Diz-me o que és!
Voltou a sorrir. Estava de certo a apreciar a minha fúria, a minha irritação, mas se as apreciava assim tanto, iria então experimenta-las. Mas antes que agisse respondeu:
- Sou um anjo caído!
II parte
Era óbvio que me encontrava perante um desses seres. Embora venerasse Lucifer, aquela raça, os anjos caídos era algo que me repugnava. Apesar de tirem a sua essência corrompida pela maldade, sempre perdurava um pingo de inocência e bondade na sua existência, anteriormente angelical.
O homem continuava a observar-me. Talvez porque pensasse que depois identificar-se eu ficaria boquiaberta, mas mal poderia imaginar o que eu era. Que a minha alma demónica se sobrepunha a qualquer outro sentimento ou valor minimamente humano. O Homem, outra criação repugnante daquele que escorraçara o ser que eu mais respeitava.
- Então, não ficas surpreendida?- perguntou- Decerto que já desconfiavas… Mas agora é a tua vez de abrires o jogo. Sei que vens atrás do cristal, tal como muitos outros tentaram, embora muitos dos meus irmãos tivessem sido sacrificados, nunca ninguém conseguiu… Sei que não és mortal, estás muito longe de sê-lo, mas diz-me… que criatura és realmente?
A minha gargalhada seca e histérica ecoou pelo ar. Quem pensava ele que era para formular tal questão. Pensara, em segundos que soubesse mas aparentemente dera-lhe mais valor do que realmente merecia possuir.
- Sabes… já vi de tudo… - continuou, como que se a minha existência fosse insignificante – Arcanjos que se ajoelharam aos meus pés, suplicando-lhe que lhas concedesse esta dádiva, – apontou com o queixo para o cristal, translúcido, que incrivelmente assumia a forma de umas assas, não as assas de uma qualquer ave, mas sim as mais belas, as assas de um anjo – lutei contra nefelins, possivelmente contra algum dos meus filhos – soltou um riso seco - vi irmãos combaterem por ele. Lutas demasiado sangrentas para um mortal pudesse sequer imaginar… Até mesmo eu sofri… tive a minha pele arrancada do meu corpo vezes sem conta, senti que iria morrer quando as armas me atravessam, mas a minha existência impedia que a minha vida fosse ceifada, se é que lhe posso chamar vida… Mas nunca pensei que merecesse a visita da tua raça…
- Isso significa que sabes o que sou? – a fúria fervilhava em mim, no meu sangue negro e espesso que pulsava dentro de mim – Se o sabias, porque perguntas-te?
-Queria ouvi-lo da tua boca… - respondeu com escárnio – Mas visto que não me dás esse prazer… Eu revelo-o… És um demónio… Demasiado jovem por sinal…
- Como sabes? – a fúria aumentava cada vez mais dentro de mim, tinha de faze-lo sofrer, libertar dentro de mim este desejo por sangue.
- A verdade é que já ando por aqui há uns aninhos… - riu-se novamente, aquele som não poderia ser mais irritante – Conheço até Lucifer… - agora sim, o meu queixo caíra por terra, como é que ele poderia… não era impossível – pessoalmente…
Não aguentei mais, como é que ele podia proferir tais blasfémias sem ser punido. Seria agora, que a demência tomaria conta da minha mente insana. Seria agora, que descarregaria toda a minha revolta, embora soubesse que acontece o que acontecesse, nenhum de nós sairia realmente magoado desta batalha.
Retirei então, a adaga da bainha, investi contra ele, mirando o lugar onde se o possuísse, estaria o seu coração. Também desembainhou uma arma, que nunca antes vira, assemelhava-se a um punhal, mas mais comprido, mas fino, mais pontiagudo, de punhal cravejado a ouro. O anjo caído bloqueava todas as minhas investidas. Mas não atacava, limitava-se à defesa.
Foi então que empunhou a sua arma e deferiu um golpe em cheio no centro do meu peito. Pensei que não seria afetada, mas enganara-me. O metal cravado na minha pele, parecia queima-la, como as labaredas do inferno, mas de uma forma dolorosamente insuportável.
Cai por terra, ajoelhando-me, tentando retirar aquele objeto que me impingia tanta aflição, mas quanto mais tentava fazê-lo, mais ele se afundava em mim.
- Pensavas mesmo que não estaria protegido contra seres da tua laia? – cuspiu, levantando a minha cabeça pelos cabelos – diz ao Lucifer que ele nunca conseguirá aquilo!
Mal acabava de proferir tais palavras, já ele desaparecia, junto com o cristal. E eu contorcia-me com uma dor que nunca antes pensara experimentar, tossindo em sangue negro, o meu futuro incerto.
III parte
- É para tua proteção… - desabafou. Nem mesmo ele parecia satisfeito com aquela situação, decerto que eram ordens.
- A minha m… - deixei a frase a meio. Uma dor aguda queimou-me o peito. Um grito de dor afogou-se na minha garganta, levei a mão ao local onde a sofrimento me consumia, me devorava. Mickael balbuciou algo, imperceptível ao meio cérebro, perfurado por agulhas de agonia.
O quarto girou em torno da cama. A esbelta figura do arcanjo desfigurou-se metamorfoseando-se num ponto negro, que parecia consumir toda a luz à nossa volta.
Uma tosse incontrolável cresceu na minha garganta, trazendo consigo o sabor metálico que embora conhecido, permanecia oculto perante o pânico me corroía. Queria parar aquilo, mas não conseguia… Tossi e voltei a tossir, as minhas mãos eram cobertas de sangue.
Continuaria assim se Patch não tivesse aparecido, pegou-me gentilmente nas mãos. As palavras que me sussurrava domaram a dor que me corrompia, a tosse cessou e o quarto volta ao que era antes.
- Nora estás bem?- a preocupação e a ternura transbordavam na voz de Patch. Fixava-me com o olhar, os seus olhos percorreram o meu corpo, numa tentativa de verificar que me encontrava bem, até pousarem nas minhas mãos- O que é que…?
Observei-as, o sangue ensopava-as. Não o sangue vermelho que me corria nas veias. Mas sim um fluído negro e pegajoso, semelhante a crude.
- O que é isto?- perguntei num fio de voz.
- Sangue de demónio… - respondeu Miriam que até então permanecia calada, a um canto.
IV parte
Debati-me inutilmente, vendo o meu corpo petrificar perante o contacto com aquela arma. Queria mover-me, arranca-la do meu corpo, destrui-la com as chamas que me enfureciam, mas não conseguia. A dor perfurava todo o meu âmago, gelando todas as minhas entranhas. Até o sangue que outrora jorrava da minha boca, secara.
- Talvez o meu fim esteja próximo… - dei por mim a sussurrar – O que será pior que o inferno? – perguntei retoricamente. Até que… nada… a dor desaparecera, como que se nunca se tivesse alojado no meu ser. Agradeci ao que quer que fosse responsável pelo meu alivio, murmurando entre dentes, uma prece demónica para que nenhum mal, provocado pelos meus semelhantes, se alojasse na sua existência. Estava presa nos meus pensamentos que nem apercebi-me da sua presença.
- Então o que te fizeram? – perguntou em tom de chacota, por entre risadas infantis e secas.
Com dificuldade movi a cabeça, para observa-la. Só pela sua voz conseguira identifica-la, mas necessitava de ter a certeza de que era ela. Observei-a. Estava sentada, sobre um muro de pedra negra, iluminada pela noite como uma musa, o seu cabelo escarlate ondulava com a brisa, lambendo-lhe as faces, como as labaredas das profundezas o faziam. Como de costume envergava um vestido negro, bordado com fios de sangue humano coagulado, que insinuava o seu corpo bem definido. Era a Demónio mais bela da história, segundo rezava a lenda, mas ao contrário de muitas eu não invejava o seu cabelo, os seus olhos dourados, mas sim o seu poder.
- Deixa-te disso… -respondi secamente – agora se não te importas, tira-me isto.
- Não precisas de estar frustrada… - zombou – A culpa não é tua. Deveriam ter enviado alguém poderoso… Não uma simples criança como tu…
A cólera fervelhou, dentro de mim. Cresceu e dizimou qualquer réstia de calma e controlo que restasse em mim, avolumou e rebentou. Estalidos de raiva viajaram pelo meu sangue negro até atingir o auge e sem que o meu corpo aguenta-se mais, explodiu em labaredas que queimaram o alcatrão, onde me encontrava estendida, até atingirem o local onde a Demónio se encontrava.
-Ok… acalma-te lá… Subestimei-te… - desculpou-se – Agora podes apaga-lo?
Reprimi a ira com grande custo. Então ela desceu da sebe, caminhou lentamente, movendo-se agilmente pelo fogo que ainda não se extinguira, no seu perfeito habitat. Aproximou-se de mim. Esticou a sua delicada mão e com dificuldade retirou o objecto cravejado na minha carne.
- Temos aqui um belo trabalho… - disse observando a arma – É feita de metal celeste, fabricado pelos arcanjos… Maligno a todos os seres das trevas… por isso pega-lhe sempre no punho – aconselhou – Adoraria saber mais acerca desta ocorrência, mas não é por isso que me encontro aqui.
- Então? – perguntei, levantando-me pesarosamente – O que é assim tão importante que te tenha tirado das profundezas da nossa casa?
- Um reles mortal… - cuspiu com desdém.
- O que queres dizer?
- A ligação… Existiu contacto entre ti e esse mortal desprezível…
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Finale!
Olá a Todos!
Confirma-se a minha suspeita... Finale está disponível em Inglês no WOOK. Pelo que está no site, penso que será entregue 24 horas depois do pedido. Também é possível encomendar pela Amazon, mas irá demorar mais tempo. Vou contactar outra vez a Porto Editora para saber uma data para Finale em Português e amanhã postarei a tradução da carta de Patch para Nora.
http://www.wook.pt/ficha/finale/a/id/13056071
Confirma-se a minha suspeita... Finale está disponível em Inglês no WOOK. Pelo que está no site, penso que será entregue 24 horas depois do pedido. Também é possível encomendar pela Amazon, mas irá demorar mais tempo. Vou contactar outra vez a Porto Editora para saber uma data para Finale em Português e amanhã postarei a tradução da carta de Patch para Nora.
http://www.wook.pt/ficha/finale/a/id/13056071
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Carta de Patch para Nora!
Olá a Todos!
Para celebrar o dia dos namorados Becca Fitzpatrick divulgou no seu site uma carta de amor de Patch para Nora. Adorei a carta! Espero que gostem. Para a lerem (em inglês) basta clicar AQUI.
Penso é possível encomendar o livro Finale na fnac em inglês.
P.S: A carta contém alguns spoilers sobre Finale!
Para celebrar o dia dos namorados Becca Fitzpatrick divulgou no seu site uma carta de amor de Patch para Nora. Adorei a carta! Espero que gostem. Para a lerem (em inglês) basta clicar AQUI.
Penso é possível encomendar o livro Finale na fnac em inglês.
P.S: A carta contém alguns spoilers sobre Finale!
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Nova Afiliação!
Olá a Todos!
Temos um novo afiliado! O blogue "Quantas Estrelas Há no Céu?" pertence à Sara e lá ela publica as suas fics e seus pensamentos. Para acederem ao Blogue basta carregar na imagem.
Temos um novo afiliado! O blogue "Quantas Estrelas Há no Céu?" pertence à Sara e lá ela publica as suas fics e seus pensamentos. Para acederem ao Blogue basta carregar na imagem.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
FanFic
Olá a Todos!
Aqui vai um novo capítulo da Fic. Se tiverem sugestões para um nome basta enviar um mail para o email do blogue.
O perfume de floresta entranhava-se no meu nariz, fazendo que acordasse, mesmo assim permaneci de olhos fechados, tentando perceber se estava a sonhar. Se o amor que sabia agora me pertencer era verdadeiro ou apenas um simples truque de uma mente desprovida de sentimentos, esperando que algo tão belo lhe toque o coração.
Poderia continuar assim, pressa aos meus pensamentos, vagueando pelos meus sentimentos, até perceber finalmente o que se passava, mas as mãos que me acariciavam as faces e afagavam o cabelo obrigaram-me a abrir os olhos.
Lentamente, as pesadas pálpebras, ergueram-se mostrando-me, no início, um pouco da imagem desfocada, que rapidamente me revelava as belas feições de um rapaz. Os seus caracóis negros, emoldaram um belo sorriso, não sedutor, apenas quente, até mesmo infantil e muito amoroso, a sua mão, que antes pousava no meu rosto, encaminhava-se para a minha mão, agarrando-a.
Demorei apenas um fração de segundos para que recordasse todo o que acontecera. As memórias, das últimas vinte e quatro horas, surgiam claramente na minha mente.
Os meus lábios, numa tentativa fracassada, quiseram mexer-se, mas o indicador do rapaz que me acompanhava impediu que o fizesse.
- Não te forces, meu Anjo… - pediu, docemente- a rainha dos arcanjos exerceu demasiado poder… Eu tinha de impedi-la, mas mesmo assim não fui capaz de quebrar…
«Não te martirizes … tu nada poderias ter feito…» sussurrei no sua mente.
As suas mãos agarraram o meu rosto, comprimindo-o com delicadeza. Encarou-me, os seus olhos negros, estavam baços, revelando que a tristeza tomara conta deles, mas agora começavam a brilhar. O sentimento de culpa que o atacava desanuviou-se. Inclinou o seu rosto sobre o meu, sem deixar que a nossa ligação ocular fosse quebrada. O seu nariz roçou o meu criando um calor intenso em mim. Sentia a sua respiração pesada, não de medo, mas de um sentimento incontrolável que tentava manter dominado, o seu perfume viajava pelo meu olfacto, transportando consigo um sentimento de nostalgia. Queria beija-lo. Sem pensar colei os meus lábios nos seus, um calor electrizante percorreu todo o meu âmago, a minha boca abriu-se para receber a sua essência, a energia daquele contacto deslizou-me pela garganta, explodindo no meu estômago. Percorri os seus cabelos negros, com os dedos, mesmo não recordando tudo, sabia que o que sentia por ele era verdadeiro e aquele momento também. Era algo pelo qual os dois esperávamos sem demora, mesmo que no meu caso fosse inconsciente.
O chiar das dobradiças da porta daquela divisão, fez com que o nosso momento mágico fosse quebrado. Uma rapariga, que segundos depois identifiquei como sendo Miriam, seguia um rapaz belo, de uma farta cabeleira loira e encaracolada, e uns profundos, doces e sedutores olhos azuis. Patch afastou-se, tomando a sua posição inicial.
- Como te sentes? – inquiriu Miriam preocupada.
- Bem… – a minha voz saiu mais rouca do que alguma vez a ouvira, Patch tinha razão, não me devia forçar.
- Peço desculpa, em nome da minha rainha – proferiu o rapaz. A sua voz profunda acalmou a dor que o beijo de Patch conseguira apagar, totalmente – Devo dizer que mesmo com tanta energia gasta, as informações necessárias continuam apagadas. Tudo o que se conseguiu recolher foram meros fragmentos da sua relação com o anjo caído – dirigiu-se a Patch com desprezo- tudo o resto já é nosso conhecido. A meu ver, a conexão com o demónio ainda não foi desfeita, receio que terei de intervir.
-Demónio? – sussurrei assustada. Onde é que a minha vida irá parar?
Patch abanava a cabeça em forma de desaprovação, decerto não concordava com o que o rapaz dissera, mas nada parecia poder dizer ou fazer, deixou-se ficar imóvel, sentado na cadeira. Miriam observava-me com uma centelha de preocupação no olhar. Ao reparar que a encarava, sorriu-me. Não era o sorriso divertido que lhe vira quando a conhecera, era um sorriso plástico, forçado, tentando ao máximo tranquilizar-me. Mas o feito fora o contrário. Estava ainda mais assustada, com aquilo que me disseram. O facto de ter perdido a memória e possuir uma ligação com um suposto demónio. Já para não falar que os anjos e os demónios existiam, e sabe-se lá mais o quê… Estava a entrar em completo curto-circuito, quando a voz do rapaz ecoou na divisão.
- Tão certo é existirem anjos como demónios. Somos forças que se equilibram uma com a outra. Ao contrário do que os… - parou um segundo para pensar no que chamaria à minha espécie- … humanos – decerto que nos chamaria de mortais idiotas que só fazem merda, ou melhor blasfemos nojentos que pensam que são o centro do mundo. Mesmo que aparentasse ser muito angelical, a maneira como pronunciara a palavra “humanos”, refletia todo aquilo que ele pensava- pensem ou digam de não passem de mero mito, nós existimos! Somos tão reais como tu, como os animais que o nosso deus criou…
Miriam tossicou, talvez para aclarar a garganta ou até mesmo para deixar a conversa por ali. Patch continuava a observar-me, desviando o máximo possível o olhar do rapaz.
- Devo informar que de agora em diante, visto que é um caso excecional, eu serei o vosso protetor – informou.
- O quê? – exaltou-se Patch, o ódio parecia começar a consumir-lhe o olhar. Numa tentativa de o acalmar, agarrei-lhe a mão com força – Ela não precisa da tua proteção. Eu…
- Tu o quê? Não passas de um reles anjo caído. Que podes tu fazer? Não passas de um insecto que eu posso esmagar a qualquer hora. Ela é demasiado importante para que seja deixada às mãos de um…
- As mãos de um quê? – a fúria estalou finalmente entra eles, o meu amado levantara-se, tentando mostrar que era bem capaz de tal tarefa. Eu continuava deitada, sem sequer conseguir mexer-me, tentando encontrar uma forma para eles parassem com aquele briga idiota.
- Parem!- vociferou Miriam, que até então permaneci tão imóvel quanto eu – Desculpe-me senhor – pediu ao rapaz loiro – pelos actos dele, eu responsabilizo-me pela sua afronta.
Patch estava deveras fulo, mas nada disse, sentou-se sem protestar, enquanto fulminava o outro com o olhar. Já o outro rapaz, não pareceu importar-se continuava no seu pedestal, olhando-nos lá de cima.
- Como eu dissera, fui designada como seu anjo protector… - começou – Tenho o prazer de proteger tão bela dama. Seria rude se não me apresentasse. Sou Mickael, príncipe dos Arcanjos e agora seu protector…
Estava de queixo caído. Mas Patch estava mais furioso do que alguma vez vira.
Ok, os anjos existem, mesmo… tal como os anjos caídos, e os demónios… E agora eu tinha um anjo protector, ou seja uma espécie de anjo da guarda… Porque eu corro perigo… e tenho uma suposta ligação com um demónio… e as minhas memórias foram apagadas, algo deveras importante para os arcanjos…
Se me dissessem tudo isto, eu provavelmente iria pensar que a pessoa era uma alucinada mental ou que estava a gozar com a minha cara. Mas não, era verdade.
A atmosfera de tensão continuava a pairar sobre nós. Patch fulminava Mickael com o olhar e este apenas o ignorava. Miriam continuava ali, tentando transmitir-me o máximo de conforto e tranquilidade e eu, como que presa àquela cama, de maravilhosos lençóis de seda negra.
- Agora que já se encontram a par das ocorrências, peço-te que saias – o loiro não pedia, simplesmente ordenava.
Miriam abriu a porta imediatamente e saiu, já Patch barafustou algo, beijou-me ternamente e saiu. Aquele beijo propagou energia por todo o meio o corpo, que fez com que me revigorasse.
Estava presa nos meus pensamentos que nem mesmo notei que Mickael se sentara na cadeira que Patch outrora ocupara e observava-me fixamente.
- Não sei o que vês nele – já não utilizava aquele tom de voz autoritário, era apenas… doce.
- Eu…
- Não precisas de explicar… - suspirou – mas devo informar-te que ele cometeu algo de muito errado… Algo imperdoável… De qualquer modo, agora terás de levar comigo, durante uns tempos… – brincou, soltando uma gargalhada quente e agradável – Mas preciso de entrar na tua mente, se me deixares é claro, segundo as regras do anjos, eu não posso faze-lo sem que o humano em causa autorize.
- É claro… acho eu… - respondi confusa.
Sem qualquer demora, aproximou a sua face da minha, comprimiu-a com as suas mãos firmes e suaves. Conseguia ouvir a sua respiração. Não era ofegante como a de Patch, esta
encontrava-se muito controlada. Os seus olhos fincaram os meus, aquele azul era tão profundo como o negro de Patch, mas este era mais frio, sem sentimentos. Viajava por aquele azul, enquanto os seus lábios rasgavam a minha boca.
Viajei, então por memórias passadas, que se projetavam na minha mente como flashes acelerados. Não era doloroso como fora a experiencia com a mulher de olhar violeta, era simplesmente nostálgico e muito triste.
Na grande maioria das memórias, encontrava-me com Patch, noutras com Vee e ainda com a minha mãe. Mas aquela, do meu pai era diferente. Este, encontrava-se sentado no cadeirão vermelho da grande sala de estar, bebericando o seu chocolate quente, enquanto lia o seu jornal diário. A minha mãe, sentada no sofá observava-o, com um olhar de uma jovem apaixonada e sonhadora, já eu, encontrava-me colada ao televisor, vendo um talk show idiota qualquer.
Tudo parecia perfeito, até que o riso histérico e maligno de alguém destorceu aquela realidade. Tudo ficou negro, sem vida. Uma lágrima correu pelo rosto do meu pai. Fui transportada para outra visão. Já não era apenas uma observadora, como nas outras visões, estava dentro de alguém, presenciando o alguém sentia.
A rua estava vazia, sem vivalma, apenas os meus passos ecoavam na noite sem estrelas. A lua observava-me, pálida, sorrindo para mim. Suspirei, um sentimento de terror percorreu a minha espinha, erriçando os pelos de todo o meu corpo. Pressenti a sua presença, sabia que estava ali, bem atrás de mim. Virei-me para confrontar a criatura. Esta lançou-me um sorriso de escarnio, levou a mão ao bolso, retirando um pequeno revolver branco, com punho de marfim. Queria fugir mas as minhas pernas estavam demasiado pesadas para que conseguisse fazê-lo, os meus pés pareciam estar presos ao chão e o tempo, esse parecia encontrar-se em camara lenta.
Apertou o gatilho, uma bala rápida perfurou o meu corpo, como se nada fosse. Senti-me a queimar por dentro, como se aquele metal contivesse algo que me afectava, e muito. O sangue começou a jorrar do local atravessado pela bala, empapando as minhas vestes, escorrendo pelo meu peito. Só pensava nos meus ente-queridos. Não queria que eles sofressem, mas decerto que aquela morte deixaria os meus familiares inquietos e inseguros.
- Nora… - sussurrei, sem forças, queria também chamar pelo nome da minha amada, mas a garganta encontrava-se demasiado seca e a vida fugia-me por entre os dedos.
Acordei ofegante, novamente no quarto. Mickael, encontrava-se ainda ao meu lado, continuando a beijar-me. Ao aperceber-se de que acordara afastou-se.
- Não conheci reconhecer o rosto do assassino… - lamentou – Acho que as memórias que conseguiste preservar ficaram intactas devido à tua relação com o anjo caído… talvez ele sirva para alguma coisa… O melhor mesmo é não te deixar sozinha… Lembra-te não podes confiar em ninguém… - o seu semblante mostrava preocupação, depois sorriu e transformou-se num esboço alegre – Prepara-te para me receberes em tua casa.
- O quê? – balbuciei.
Aqui vai um novo capítulo da Fic. Se tiverem sugestões para um nome basta enviar um mail para o email do blogue.
Capitulo 5 – Hóspede
I parte
O perfume de floresta entranhava-se no meu nariz, fazendo que acordasse, mesmo assim permaneci de olhos fechados, tentando perceber se estava a sonhar. Se o amor que sabia agora me pertencer era verdadeiro ou apenas um simples truque de uma mente desprovida de sentimentos, esperando que algo tão belo lhe toque o coração.
Poderia continuar assim, pressa aos meus pensamentos, vagueando pelos meus sentimentos, até perceber finalmente o que se passava, mas as mãos que me acariciavam as faces e afagavam o cabelo obrigaram-me a abrir os olhos.
Lentamente, as pesadas pálpebras, ergueram-se mostrando-me, no início, um pouco da imagem desfocada, que rapidamente me revelava as belas feições de um rapaz. Os seus caracóis negros, emoldaram um belo sorriso, não sedutor, apenas quente, até mesmo infantil e muito amoroso, a sua mão, que antes pousava no meu rosto, encaminhava-se para a minha mão, agarrando-a.
Demorei apenas um fração de segundos para que recordasse todo o que acontecera. As memórias, das últimas vinte e quatro horas, surgiam claramente na minha mente.
Os meus lábios, numa tentativa fracassada, quiseram mexer-se, mas o indicador do rapaz que me acompanhava impediu que o fizesse.
- Não te forces, meu Anjo… - pediu, docemente- a rainha dos arcanjos exerceu demasiado poder… Eu tinha de impedi-la, mas mesmo assim não fui capaz de quebrar…
«Não te martirizes … tu nada poderias ter feito…» sussurrei no sua mente.
As suas mãos agarraram o meu rosto, comprimindo-o com delicadeza. Encarou-me, os seus olhos negros, estavam baços, revelando que a tristeza tomara conta deles, mas agora começavam a brilhar. O sentimento de culpa que o atacava desanuviou-se. Inclinou o seu rosto sobre o meu, sem deixar que a nossa ligação ocular fosse quebrada. O seu nariz roçou o meu criando um calor intenso em mim. Sentia a sua respiração pesada, não de medo, mas de um sentimento incontrolável que tentava manter dominado, o seu perfume viajava pelo meu olfacto, transportando consigo um sentimento de nostalgia. Queria beija-lo. Sem pensar colei os meus lábios nos seus, um calor electrizante percorreu todo o meu âmago, a minha boca abriu-se para receber a sua essência, a energia daquele contacto deslizou-me pela garganta, explodindo no meu estômago. Percorri os seus cabelos negros, com os dedos, mesmo não recordando tudo, sabia que o que sentia por ele era verdadeiro e aquele momento também. Era algo pelo qual os dois esperávamos sem demora, mesmo que no meu caso fosse inconsciente.
O chiar das dobradiças da porta daquela divisão, fez com que o nosso momento mágico fosse quebrado. Uma rapariga, que segundos depois identifiquei como sendo Miriam, seguia um rapaz belo, de uma farta cabeleira loira e encaracolada, e uns profundos, doces e sedutores olhos azuis. Patch afastou-se, tomando a sua posição inicial.
- Como te sentes? – inquiriu Miriam preocupada.
- Bem… – a minha voz saiu mais rouca do que alguma vez a ouvira, Patch tinha razão, não me devia forçar.
- Peço desculpa, em nome da minha rainha – proferiu o rapaz. A sua voz profunda acalmou a dor que o beijo de Patch conseguira apagar, totalmente – Devo dizer que mesmo com tanta energia gasta, as informações necessárias continuam apagadas. Tudo o que se conseguiu recolher foram meros fragmentos da sua relação com o anjo caído – dirigiu-se a Patch com desprezo- tudo o resto já é nosso conhecido. A meu ver, a conexão com o demónio ainda não foi desfeita, receio que terei de intervir.
-Demónio? – sussurrei assustada. Onde é que a minha vida irá parar?
II parte
Patch abanava a cabeça em forma de desaprovação, decerto não concordava com o que o rapaz dissera, mas nada parecia poder dizer ou fazer, deixou-se ficar imóvel, sentado na cadeira. Miriam observava-me com uma centelha de preocupação no olhar. Ao reparar que a encarava, sorriu-me. Não era o sorriso divertido que lhe vira quando a conhecera, era um sorriso plástico, forçado, tentando ao máximo tranquilizar-me. Mas o feito fora o contrário. Estava ainda mais assustada, com aquilo que me disseram. O facto de ter perdido a memória e possuir uma ligação com um suposto demónio. Já para não falar que os anjos e os demónios existiam, e sabe-se lá mais o quê… Estava a entrar em completo curto-circuito, quando a voz do rapaz ecoou na divisão.
- Tão certo é existirem anjos como demónios. Somos forças que se equilibram uma com a outra. Ao contrário do que os… - parou um segundo para pensar no que chamaria à minha espécie- … humanos – decerto que nos chamaria de mortais idiotas que só fazem merda, ou melhor blasfemos nojentos que pensam que são o centro do mundo. Mesmo que aparentasse ser muito angelical, a maneira como pronunciara a palavra “humanos”, refletia todo aquilo que ele pensava- pensem ou digam de não passem de mero mito, nós existimos! Somos tão reais como tu, como os animais que o nosso deus criou…
Miriam tossicou, talvez para aclarar a garganta ou até mesmo para deixar a conversa por ali. Patch continuava a observar-me, desviando o máximo possível o olhar do rapaz.
- Devo informar que de agora em diante, visto que é um caso excecional, eu serei o vosso protetor – informou.
- O quê? – exaltou-se Patch, o ódio parecia começar a consumir-lhe o olhar. Numa tentativa de o acalmar, agarrei-lhe a mão com força – Ela não precisa da tua proteção. Eu…
- Tu o quê? Não passas de um reles anjo caído. Que podes tu fazer? Não passas de um insecto que eu posso esmagar a qualquer hora. Ela é demasiado importante para que seja deixada às mãos de um…
- As mãos de um quê? – a fúria estalou finalmente entra eles, o meu amado levantara-se, tentando mostrar que era bem capaz de tal tarefa. Eu continuava deitada, sem sequer conseguir mexer-me, tentando encontrar uma forma para eles parassem com aquele briga idiota.
- Parem!- vociferou Miriam, que até então permaneci tão imóvel quanto eu – Desculpe-me senhor – pediu ao rapaz loiro – pelos actos dele, eu responsabilizo-me pela sua afronta.
Patch estava deveras fulo, mas nada disse, sentou-se sem protestar, enquanto fulminava o outro com o olhar. Já o outro rapaz, não pareceu importar-se continuava no seu pedestal, olhando-nos lá de cima.
- Como eu dissera, fui designada como seu anjo protector… - começou – Tenho o prazer de proteger tão bela dama. Seria rude se não me apresentasse. Sou Mickael, príncipe dos Arcanjos e agora seu protector…
Estava de queixo caído. Mas Patch estava mais furioso do que alguma vez vira.
III parte
Ok, os anjos existem, mesmo… tal como os anjos caídos, e os demónios… E agora eu tinha um anjo protector, ou seja uma espécie de anjo da guarda… Porque eu corro perigo… e tenho uma suposta ligação com um demónio… e as minhas memórias foram apagadas, algo deveras importante para os arcanjos…
Se me dissessem tudo isto, eu provavelmente iria pensar que a pessoa era uma alucinada mental ou que estava a gozar com a minha cara. Mas não, era verdade.
A atmosfera de tensão continuava a pairar sobre nós. Patch fulminava Mickael com o olhar e este apenas o ignorava. Miriam continuava ali, tentando transmitir-me o máximo de conforto e tranquilidade e eu, como que presa àquela cama, de maravilhosos lençóis de seda negra.
- Agora que já se encontram a par das ocorrências, peço-te que saias – o loiro não pedia, simplesmente ordenava.
Miriam abriu a porta imediatamente e saiu, já Patch barafustou algo, beijou-me ternamente e saiu. Aquele beijo propagou energia por todo o meio o corpo, que fez com que me revigorasse.
Estava presa nos meus pensamentos que nem mesmo notei que Mickael se sentara na cadeira que Patch outrora ocupara e observava-me fixamente.
- Não sei o que vês nele – já não utilizava aquele tom de voz autoritário, era apenas… doce.
- Eu…
- Não precisas de explicar… - suspirou – mas devo informar-te que ele cometeu algo de muito errado… Algo imperdoável… De qualquer modo, agora terás de levar comigo, durante uns tempos… – brincou, soltando uma gargalhada quente e agradável – Mas preciso de entrar na tua mente, se me deixares é claro, segundo as regras do anjos, eu não posso faze-lo sem que o humano em causa autorize.
- É claro… acho eu… - respondi confusa.
Sem qualquer demora, aproximou a sua face da minha, comprimiu-a com as suas mãos firmes e suaves. Conseguia ouvir a sua respiração. Não era ofegante como a de Patch, esta
encontrava-se muito controlada. Os seus olhos fincaram os meus, aquele azul era tão profundo como o negro de Patch, mas este era mais frio, sem sentimentos. Viajava por aquele azul, enquanto os seus lábios rasgavam a minha boca.
Viajei, então por memórias passadas, que se projetavam na minha mente como flashes acelerados. Não era doloroso como fora a experiencia com a mulher de olhar violeta, era simplesmente nostálgico e muito triste.
Na grande maioria das memórias, encontrava-me com Patch, noutras com Vee e ainda com a minha mãe. Mas aquela, do meu pai era diferente. Este, encontrava-se sentado no cadeirão vermelho da grande sala de estar, bebericando o seu chocolate quente, enquanto lia o seu jornal diário. A minha mãe, sentada no sofá observava-o, com um olhar de uma jovem apaixonada e sonhadora, já eu, encontrava-me colada ao televisor, vendo um talk show idiota qualquer.
Tudo parecia perfeito, até que o riso histérico e maligno de alguém destorceu aquela realidade. Tudo ficou negro, sem vida. Uma lágrima correu pelo rosto do meu pai. Fui transportada para outra visão. Já não era apenas uma observadora, como nas outras visões, estava dentro de alguém, presenciando o alguém sentia.
A rua estava vazia, sem vivalma, apenas os meus passos ecoavam na noite sem estrelas. A lua observava-me, pálida, sorrindo para mim. Suspirei, um sentimento de terror percorreu a minha espinha, erriçando os pelos de todo o meu corpo. Pressenti a sua presença, sabia que estava ali, bem atrás de mim. Virei-me para confrontar a criatura. Esta lançou-me um sorriso de escarnio, levou a mão ao bolso, retirando um pequeno revolver branco, com punho de marfim. Queria fugir mas as minhas pernas estavam demasiado pesadas para que conseguisse fazê-lo, os meus pés pareciam estar presos ao chão e o tempo, esse parecia encontrar-se em camara lenta.
Apertou o gatilho, uma bala rápida perfurou o meu corpo, como se nada fosse. Senti-me a queimar por dentro, como se aquele metal contivesse algo que me afectava, e muito. O sangue começou a jorrar do local atravessado pela bala, empapando as minhas vestes, escorrendo pelo meu peito. Só pensava nos meus ente-queridos. Não queria que eles sofressem, mas decerto que aquela morte deixaria os meus familiares inquietos e inseguros.
- Nora… - sussurrei, sem forças, queria também chamar pelo nome da minha amada, mas a garganta encontrava-se demasiado seca e a vida fugia-me por entre os dedos.
Acordei ofegante, novamente no quarto. Mickael, encontrava-se ainda ao meu lado, continuando a beijar-me. Ao aperceber-se de que acordara afastou-se.
- Não conheci reconhecer o rosto do assassino… - lamentou – Acho que as memórias que conseguiste preservar ficaram intactas devido à tua relação com o anjo caído… talvez ele sirva para alguma coisa… O melhor mesmo é não te deixar sozinha… Lembra-te não podes confiar em ninguém… - o seu semblante mostrava preocupação, depois sorriu e transformou-se num esboço alegre – Prepara-te para me receberes em tua casa.
- O quê? – balbuciei.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Fan Fic!
Olá a Todos!
Aqui vai mais um capítulo desta maravilhosa Fic!
Eu não passava de uma simples estranha aos seus olhos. Um ser tão insignificante, a quem tamanha atenção sufocava. Não sabia o que esperar. Se o olhar do rapaz me confortava, o dos restantes constrangia-me ou intimidava-me.
A única certeza que tinha era a necessidade da companhia de Patch. Com ele todo o medo extinguir-se-ia. Recordei o seu abraço, tão quente, tão protetor, apenas queria regressar aos seus braços.
Encarei-os mais uma vez. O rapaz angelical, voltara a sorrir-me, criando um fio de conforto naquela manta de tensão. Poderia render-me aos seus encantos com facilidade mas decerto não me encontrava em tão belo local para confraternizar com o sexo oposto.
A mulher de olhar violeta aproximou-se, aquando a distância entre mim e os tronos era correspondente a um braço esticado. O seu vestido imaculadamente branco esvoaçou, parecendo criar uma nuvem de brilho à sua volta, uma nuvem de brilho e de plumas tão calvas como as suas vestes, a sua e os olhos da rapariga ruiva. Levantou a mão delicada, tocando-me no braço direito. Senti uma dor aguda, no entanto suportável, mesmo assim afastei-me.
- Não recuses a minha essência, mortal… - ordenou. Porque utilizara ela a palavra “mortal” quando me dirigira a palavra? – Todas as perguntas que tiveres, fá-las em voz alta…
Dirigi, novamente o olhar ao rapaz. Ele sorriu e acenou afirmativamente. Decidi seguir o seu conselho.
- Porque me tratou por mortal? – indaguei sem hesitação alguma.
- Há muito tempo atrás, um ser superior decidiu criar uma raça à sua imagem. É claro, que prescindiu à ajuda dos seus fies seguidores. Criaturas tão sábias como belas. O seu
conhecimento e vivência eram quase infinitos, mas não se igualava de forma alguma aos do seu senhor. No entanto, um desses discípulos sucumbiu ao desejo de poder. Desceu ao paraíso das criaturas criadas pelo seu senhor, na esperança de alcançar aquilo que desejava.
«Era um local belo, um jardim com todas as espécies de plantas e animais. Todos os frutos eram sumarentos e excelentes fontes de alimento, no entanto, de entre todos existia apenas um que era proibido. Um único fruto que poderia trazer a desgraça de tal local.
«A beleza do casal que habitava tal jardim era a sua inocência, a sua liberdade era a submissão e a sua sabedoria era a ignorância. Acreditavam cegamente no seu criador e viviam confortavelmente.
«Mas o tal ser que buscava mais poder encontrava-se sempre à espreita, na esperança que quer macho ou fémea quebrasse as regras. Como tal não acontecia, tomou a decisão de ser o gerador de desgraça. Disfarçou-se de um animal, uma vil cobra, esperando que tal cataclismo chegasse.
«Esperou paciente, durante dias, serpenteando por entre os ramos da árvore do fruto proibido, tentando captar a atenção dos seres. Mas o seu amor dobrava toda a maldade. Sendo assim, a cobra constatou que teria de iludi-los separadamente.
«Numa bela tarde como todas as outras, a mulher passeou-se pelo jardim, mas desta vez sozinha. A cobra aproximou-se sorrateira. Sussurrou aos ouvidos da mulher, de modo a persuadi-la.
«Detentora de tamanha inocência, a mulher caiu na armadilha da serpente, retirou o fruto da árvore, ingerindo uma parte. Mas isso não chegava para a vil criatura. Ordenou-lhe que desse a provar o fruto ao homem. A mulher assim fez. O casal foi expulso do paraíso.
«Pensando que tinha ganho tal batalha, a cobra, retornou à sua forma original. Voou para a sua morada, vitorioso. Ao tomar conhecimento de tal traição o criador tomou medidas drásticas. Ele seria condenado a vaguear pela Terra.
«Mandou os seus mais fies seguidores, os Arcanjos, deter o traidor. Como punição, ser-lhe-iam arrancadas as asas. E assim foi. Servindo de exemplo para todos aqueles que decidissem seguir os seus passos.
Finalmente acabara de falar. Porque me contaria ela a história de como Adão e Eva foram banidos do paraíso? A não ser que…
- Tratou-me por mortal, porque… - hesitei, parecia-me demasiado absurdo para dizê-lo em voz alta. Eu não tinha religião alguma, nem nunca os meus pais me impuseram qualquer que fosse. No entanto decidi dize-lo – porque eu sou uma descendente de Eva e a senhora, todos vocês são anjos – um sorriso começara a formar-se nos seus lábios – na verdade… vocês não são simples anjos… vocês são os Arcanjos que baniram o traidor…
- Esplêndido - comentou, batendo palmas – finalmente chegaste a tal conclusão Nora… Já estava tão entediada à espera da tua resolução, que podia jurar que o meu cabelo cresceu um pouco…
Era inconcebível que tais constatações se confirmassem. Não… não era possível… Tudo isto era impensável… Talvez apenas estivesse diante de um complô organizado para gozar com a minha cara. Mas de certo seria alguém com posses. Organizar algo assim era dispendioso, sem duvida que sim. Elaborar um elenco tão grande e um cenário tão minucioso seria obra de alguém rico, muito rico mesmo. Apenas um nome se propagava na minha mente. Marcie. Só podia ser aquela…
No entanto, todos os sentimentos que Patch transparecera eram puros. Não o conhecia o suficiente para dize-lo com toda a certeza, mas algo em mim gritava que podia e devia confiar nele. Algo tão intenso, tão sincero que era impensável duvidar. Apenas recordava o seu olhar, negro, profundo.
Mergulhei naquele negrume. Algo sufocou-me, uma dor horrível, aguda que me rasgava o peito sem pudor. Um grito espinhoso massacrou a minha garganta, afogando-se no meu âmago. O sangue pulsava, levando com ele uma parte da minha energia, arrastando as minhas memórias, mesmo aquelas que demonstravam ser as mais dolorosas.
Tive então uma única certeza, eu amava alguém, alguém que me amava, este nosso sentimento era tão forte que ultrapassava qualquer barreira que se opusesse na nossa vida. Mas quem?
Estava prestes a afogar-me naquilo que antes me parecera negro mas que na realidade era alvo e cândido, engolia cada vez mais aquilo que me afogaria, queria resistir mas não conseguia, toda a minha força era drenada ao longo do tempo, apenas o meu amor restava. Esperava solenemente que essa pessoa me salvasse.
- Nora… - um sussurro rouco e desgastado fluiu na minha mente – meu anjo… eu preciso de ti. Eu amo-te…
Tais palavras foram alimento para a minha alma faminta, devolveram todo o meu vigor, permitindo-me reunir forças suficientes para emergir. Toda a pressão antes exercida sobre mim parecia agora puxar-me para cima, devolver-me à superfície para finalmente respirar o doce ar fresco e encontram a luz e o seu nome. Jev, o nome de quem me salvara, o nome de quem me ama, o nome de quem amo.
Acordei ofegante com dificuldade em respirar. O ar queimava a minha garganta, deixando os meus olhos lacrimejantes. Dei por mim a sussurrar inaudivelmente, um nome, Jev. Um arrepio percorreu o meu corpo, senti frio. Com dificuldade abri os olhos. Estava estendida sobre o chão da sala branca, ajoelhada ao meu lado, tocando-me no peito encontrava-se o par de olhos violeta, frio, que me dissecava mentalmente. Do lado de fora da porta Patch gritava algo que aos meus ouvidos era incompreensível, tentando libertar-se das garras de dois homens imponentes. Do outro lado, os tronos continuavam ocupados, todos, excepto o rapaz angelical, que se dirigia na minha direção, continuavam imóveis observando-me.
O rapaz segurou-me nos braços, cobriu-me com o seu manto, aquecendo-me. As lágrimas queimavam-me os olhos, querendo rolar pelas minhas faces pálidas.
- Não escondas a tua dor… - sussurrou docemente – chora…
Assim fiz.
Continuava nos braços do arcanjo, tiritando de frio. Este caminhava, lentamente, levando-me para o exterior da sala. Os tronos iam ficando para trás e os seus ocupantes também, vislumbrei, dificultosamente, o olhar iroso que a rapariga de dedos esqueléticos me lançava; a minha mente estava demasiado atordoada para tirar qualquer tipo de constatações, mas estava certa que esta sentia ciúmes deste gesto por parte do rapaz.
Não me poderia preocupar com algo assim numa situação destas, precisava de conforto, aninhei-me no seu peito, colocando a minha face na curva do seu pescoço. O seu perfume era deveras delicioso, um misto da leveza da brisa do mar, misturada com o robusto e doce odor de néctar. Começava a ser irresistível estar tão próxima dele, sem que usufruir da sua beleza.
Mas em que é que eu estava a pensar? O meu coração só pertencia a uma única pessoa, Jev. O meu suspiro era apenas obra do seu aroma, a terra, a menta, a floresta, dos seus cabelos encaracolados e pretos como a noite, da sua voz profunda e sedutora, do seu abraço quente e protetor e do seu olhar… aquele negrume sem fim, um abismo que parecera perigoso, mas que se revelara o mais doce de todos os presentes que poderia receber, à excepção do seu amor. Sentia a necessidade da sua presença, das suas palavras. Recordei o que me dissera durante a minha dolorosa alucinação, interiorizei a sua face, aos poucos e pouco, uma imagem revelava-se, emergindo da densa névoa que cobria todo o meu pensamento.
Como é que eu não percebera? Como poderia ter sido tão idiota? Os sinais estavam todos lá, ele demonstrara o que sente por mim, mas eu não conseguira perceber. Porquê? As lágrimas rolaram-me pelo rosto com mais intensidade.
- Larguem-no… - ordenou o rapaz que me segurava aos homens, depois de atravessarmos as portas da sala – Segue-me- desta vez não ordenou, apenas pediu a Patch.
Nenhuma palavra fora proferida enquanto caminhávamos, no entanto Patch não tirava os olhos de mim, talvez com medo de que eu não compreendesse os seus sentimentos, mas na verdade compreendia e muito bem, chegava até a partilhá-los mesmo sem saber como. Queria dize-lo mas a minha garganta encontrava-se demasiado seca e dorida para que conseguisse fazê-lo. Sentia a necessidade de revela-lo, a nossa ligação era mais profunda do que isto, sabia que ele conseguiria ouvir e sentir o que queria transmitir.
- Patch- forcei a minha mente a proferir. Ele olhou-me nos olhos como se de uma ilusão pregada pela sua mente se tratasse – Jev – desta vez encorou-me com um ar de espanto.
- Meu Anjo… consegues ouvir? – a sua voz inundou novamente a minha mente. Acenei afirmativamente, um sorriso explodiu na sua face- fiquei tão preocupado contigo… Tive medo quando soube que não te lembravas de nada… nem mesmo de mim…
P.S: Aceitam-se sugestões para o título da Fic.
Aqui vai mais um capítulo desta maravilhosa Fic!
Capitulo 4- Amo-te
I parte
Eu não passava de uma simples estranha aos seus olhos. Um ser tão insignificante, a quem tamanha atenção sufocava. Não sabia o que esperar. Se o olhar do rapaz me confortava, o dos restantes constrangia-me ou intimidava-me.
A única certeza que tinha era a necessidade da companhia de Patch. Com ele todo o medo extinguir-se-ia. Recordei o seu abraço, tão quente, tão protetor, apenas queria regressar aos seus braços.
Encarei-os mais uma vez. O rapaz angelical, voltara a sorrir-me, criando um fio de conforto naquela manta de tensão. Poderia render-me aos seus encantos com facilidade mas decerto não me encontrava em tão belo local para confraternizar com o sexo oposto.
A mulher de olhar violeta aproximou-se, aquando a distância entre mim e os tronos era correspondente a um braço esticado. O seu vestido imaculadamente branco esvoaçou, parecendo criar uma nuvem de brilho à sua volta, uma nuvem de brilho e de plumas tão calvas como as suas vestes, a sua e os olhos da rapariga ruiva. Levantou a mão delicada, tocando-me no braço direito. Senti uma dor aguda, no entanto suportável, mesmo assim afastei-me.
- Não recuses a minha essência, mortal… - ordenou. Porque utilizara ela a palavra “mortal” quando me dirigira a palavra? – Todas as perguntas que tiveres, fá-las em voz alta…
Dirigi, novamente o olhar ao rapaz. Ele sorriu e acenou afirmativamente. Decidi seguir o seu conselho.
- Porque me tratou por mortal? – indaguei sem hesitação alguma.
- Há muito tempo atrás, um ser superior decidiu criar uma raça à sua imagem. É claro, que prescindiu à ajuda dos seus fies seguidores. Criaturas tão sábias como belas. O seu
conhecimento e vivência eram quase infinitos, mas não se igualava de forma alguma aos do seu senhor. No entanto, um desses discípulos sucumbiu ao desejo de poder. Desceu ao paraíso das criaturas criadas pelo seu senhor, na esperança de alcançar aquilo que desejava.
«Era um local belo, um jardim com todas as espécies de plantas e animais. Todos os frutos eram sumarentos e excelentes fontes de alimento, no entanto, de entre todos existia apenas um que era proibido. Um único fruto que poderia trazer a desgraça de tal local.
«A beleza do casal que habitava tal jardim era a sua inocência, a sua liberdade era a submissão e a sua sabedoria era a ignorância. Acreditavam cegamente no seu criador e viviam confortavelmente.
«Mas o tal ser que buscava mais poder encontrava-se sempre à espreita, na esperança que quer macho ou fémea quebrasse as regras. Como tal não acontecia, tomou a decisão de ser o gerador de desgraça. Disfarçou-se de um animal, uma vil cobra, esperando que tal cataclismo chegasse.
«Esperou paciente, durante dias, serpenteando por entre os ramos da árvore do fruto proibido, tentando captar a atenção dos seres. Mas o seu amor dobrava toda a maldade. Sendo assim, a cobra constatou que teria de iludi-los separadamente.
«Numa bela tarde como todas as outras, a mulher passeou-se pelo jardim, mas desta vez sozinha. A cobra aproximou-se sorrateira. Sussurrou aos ouvidos da mulher, de modo a persuadi-la.
«Detentora de tamanha inocência, a mulher caiu na armadilha da serpente, retirou o fruto da árvore, ingerindo uma parte. Mas isso não chegava para a vil criatura. Ordenou-lhe que desse a provar o fruto ao homem. A mulher assim fez. O casal foi expulso do paraíso.
«Pensando que tinha ganho tal batalha, a cobra, retornou à sua forma original. Voou para a sua morada, vitorioso. Ao tomar conhecimento de tal traição o criador tomou medidas drásticas. Ele seria condenado a vaguear pela Terra.
«Mandou os seus mais fies seguidores, os Arcanjos, deter o traidor. Como punição, ser-lhe-iam arrancadas as asas. E assim foi. Servindo de exemplo para todos aqueles que decidissem seguir os seus passos.
Finalmente acabara de falar. Porque me contaria ela a história de como Adão e Eva foram banidos do paraíso? A não ser que…
- Tratou-me por mortal, porque… - hesitei, parecia-me demasiado absurdo para dizê-lo em voz alta. Eu não tinha religião alguma, nem nunca os meus pais me impuseram qualquer que fosse. No entanto decidi dize-lo – porque eu sou uma descendente de Eva e a senhora, todos vocês são anjos – um sorriso começara a formar-se nos seus lábios – na verdade… vocês não são simples anjos… vocês são os Arcanjos que baniram o traidor…
- Esplêndido - comentou, batendo palmas – finalmente chegaste a tal conclusão Nora… Já estava tão entediada à espera da tua resolução, que podia jurar que o meu cabelo cresceu um pouco…
II parte
Era inconcebível que tais constatações se confirmassem. Não… não era possível… Tudo isto era impensável… Talvez apenas estivesse diante de um complô organizado para gozar com a minha cara. Mas de certo seria alguém com posses. Organizar algo assim era dispendioso, sem duvida que sim. Elaborar um elenco tão grande e um cenário tão minucioso seria obra de alguém rico, muito rico mesmo. Apenas um nome se propagava na minha mente. Marcie. Só podia ser aquela…
No entanto, todos os sentimentos que Patch transparecera eram puros. Não o conhecia o suficiente para dize-lo com toda a certeza, mas algo em mim gritava que podia e devia confiar nele. Algo tão intenso, tão sincero que era impensável duvidar. Apenas recordava o seu olhar, negro, profundo.
Mergulhei naquele negrume. Algo sufocou-me, uma dor horrível, aguda que me rasgava o peito sem pudor. Um grito espinhoso massacrou a minha garganta, afogando-se no meu âmago. O sangue pulsava, levando com ele uma parte da minha energia, arrastando as minhas memórias, mesmo aquelas que demonstravam ser as mais dolorosas.
Tive então uma única certeza, eu amava alguém, alguém que me amava, este nosso sentimento era tão forte que ultrapassava qualquer barreira que se opusesse na nossa vida. Mas quem?
Estava prestes a afogar-me naquilo que antes me parecera negro mas que na realidade era alvo e cândido, engolia cada vez mais aquilo que me afogaria, queria resistir mas não conseguia, toda a minha força era drenada ao longo do tempo, apenas o meu amor restava. Esperava solenemente que essa pessoa me salvasse.
- Nora… - um sussurro rouco e desgastado fluiu na minha mente – meu anjo… eu preciso de ti. Eu amo-te…
Tais palavras foram alimento para a minha alma faminta, devolveram todo o meu vigor, permitindo-me reunir forças suficientes para emergir. Toda a pressão antes exercida sobre mim parecia agora puxar-me para cima, devolver-me à superfície para finalmente respirar o doce ar fresco e encontram a luz e o seu nome. Jev, o nome de quem me salvara, o nome de quem me ama, o nome de quem amo.
Acordei ofegante com dificuldade em respirar. O ar queimava a minha garganta, deixando os meus olhos lacrimejantes. Dei por mim a sussurrar inaudivelmente, um nome, Jev. Um arrepio percorreu o meu corpo, senti frio. Com dificuldade abri os olhos. Estava estendida sobre o chão da sala branca, ajoelhada ao meu lado, tocando-me no peito encontrava-se o par de olhos violeta, frio, que me dissecava mentalmente. Do lado de fora da porta Patch gritava algo que aos meus ouvidos era incompreensível, tentando libertar-se das garras de dois homens imponentes. Do outro lado, os tronos continuavam ocupados, todos, excepto o rapaz angelical, que se dirigia na minha direção, continuavam imóveis observando-me.
O rapaz segurou-me nos braços, cobriu-me com o seu manto, aquecendo-me. As lágrimas queimavam-me os olhos, querendo rolar pelas minhas faces pálidas.
- Não escondas a tua dor… - sussurrou docemente – chora…
Assim fiz.
III parte
Continuava nos braços do arcanjo, tiritando de frio. Este caminhava, lentamente, levando-me para o exterior da sala. Os tronos iam ficando para trás e os seus ocupantes também, vislumbrei, dificultosamente, o olhar iroso que a rapariga de dedos esqueléticos me lançava; a minha mente estava demasiado atordoada para tirar qualquer tipo de constatações, mas estava certa que esta sentia ciúmes deste gesto por parte do rapaz.
Não me poderia preocupar com algo assim numa situação destas, precisava de conforto, aninhei-me no seu peito, colocando a minha face na curva do seu pescoço. O seu perfume era deveras delicioso, um misto da leveza da brisa do mar, misturada com o robusto e doce odor de néctar. Começava a ser irresistível estar tão próxima dele, sem que usufruir da sua beleza.
Mas em que é que eu estava a pensar? O meu coração só pertencia a uma única pessoa, Jev. O meu suspiro era apenas obra do seu aroma, a terra, a menta, a floresta, dos seus cabelos encaracolados e pretos como a noite, da sua voz profunda e sedutora, do seu abraço quente e protetor e do seu olhar… aquele negrume sem fim, um abismo que parecera perigoso, mas que se revelara o mais doce de todos os presentes que poderia receber, à excepção do seu amor. Sentia a necessidade da sua presença, das suas palavras. Recordei o que me dissera durante a minha dolorosa alucinação, interiorizei a sua face, aos poucos e pouco, uma imagem revelava-se, emergindo da densa névoa que cobria todo o meu pensamento.
Como é que eu não percebera? Como poderia ter sido tão idiota? Os sinais estavam todos lá, ele demonstrara o que sente por mim, mas eu não conseguira perceber. Porquê? As lágrimas rolaram-me pelo rosto com mais intensidade.
- Larguem-no… - ordenou o rapaz que me segurava aos homens, depois de atravessarmos as portas da sala – Segue-me- desta vez não ordenou, apenas pediu a Patch.
Nenhuma palavra fora proferida enquanto caminhávamos, no entanto Patch não tirava os olhos de mim, talvez com medo de que eu não compreendesse os seus sentimentos, mas na verdade compreendia e muito bem, chegava até a partilhá-los mesmo sem saber como. Queria dize-lo mas a minha garganta encontrava-se demasiado seca e dorida para que conseguisse fazê-lo. Sentia a necessidade de revela-lo, a nossa ligação era mais profunda do que isto, sabia que ele conseguiria ouvir e sentir o que queria transmitir.
- Patch- forcei a minha mente a proferir. Ele olhou-me nos olhos como se de uma ilusão pregada pela sua mente se tratasse – Jev – desta vez encorou-me com um ar de espanto.
- Meu Anjo… consegues ouvir? – a sua voz inundou novamente a minha mente. Acenei afirmativamente, um sorriso explodiu na sua face- fiquei tão preocupado contigo… Tive medo quando soube que não te lembravas de nada… nem mesmo de mim…
P.S: Aceitam-se sugestões para o título da Fic.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Finale em Portugal!!!!!!!!!!!
Olá a Todos!
Acabei de receber uma resposta da Porto Editora que confirmaram que Finale irá ser publicado no primeiro semestre de 2013!!!!!
Acabei de receber uma resposta da Porto Editora que confirmaram que Finale irá ser publicado no primeiro semestre de 2013!!!!!
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Fan Fic!
Olá a Todos!
Aqui está mais um capítulo da Fan Fic!
Patch abriu os grandes portões com a chave que retirara do bolso. Como é que ele a tinha em sua posse? Era a pergunta que se propagava na minha mente, no entanto decidi não fazê-la ouvir para averiguar as suas acções futuras.
Segui-o. O parque de diversões parecia mais assustador de dia do que de noite, talvez achasse isso porque estava vazio ou pelo simples facto de estar com medo do que aconteceria. Não queria ser cúmplice de nenhum assalto, embora tivesse a certeza de que não haveria nada de valor para levar dali. O parque estava encerrado durante quase todo o ano, sendo reaberto com o início do verão, o que significava que o facto de nos encontrarmos naquele local não se devia a fins lucrativos.
Continuava a seguir Patch, pelos corredores de diversões. Passara pela roda gigante, pela casa assombrada, que se inseria na perfeição naquele local fantasmagórico, pelo salão de jogos, até chegar à atracção principal. O Arcanjo, a maior montanha russa do Maine, que exibia uma enorme estátua de um anjo de madeira no seu pico mais alto. Não parecia muito segura, para dizer a verdade nada segura. Não tencionava por nada entrar ali.
- Estamos quase lá- disse Patch sem que eu perguntasse - Não tens com que te preocupar, eu conheço os donos, não tenciono destruir nada.
Anui sem que acreditasse. Ele pareceu perceber-se, rodou o seu corpo de modo a que ficássemos frente a frente. Ternamente pegou no meu queixo, subindo-o para que pudesse olha-lo olhos nos olhos. Embora tivesses as maiores pernas que alguma vez vira, Patch era mais alto que eu. Tentei desviar o olhar para o chão, as pontas dos meus mocassins tocavam as biqueiras das suas botas.
- Porque fazes isso? – perguntou.
- O quê?
- Porque desvias o olhar?
- Os teus olhos parecem-me demasiado negros, tenho medo que esse desespero que transmitem me consuma… - como é que eu dissera aquilo? Como é que eu admitira que estava com medo? Como é que eu ficara com medo?
Patch abraçou-me. O seu corpo quente protegeu-me daquele sentimento, do qual eu não me lembrava de contrair. Desde que o meu pai morrera, desde aquele dia em que soubera que tinha sido assassinado, ficara um pouco medrosa mas sempre sentira a sua presença e soubera que ele me protegia, mas agora, era diferente, não sabia a razão mas ao lado de Patch, tinha medo, precisava da sua protecção.
Queria continuar protegida por aquele abraço, no entanto, Patch dissera que o tempo escasseava e em breve teríamos de ir a caminho da escola. Como tal, deixei que me soltasse, tentando preservar o calor do seu corpo junto do meu.
Patch abrira a porta do que me parecera ser o local onde controlavam a montanha russa. Segui-o pois este ordenava-me que o fizesse.
O pequeno cubículo possuía apenas, uma janela que embora tapada, guiava pequenos raios de luz que aqueciam aquele local escuro. As paredes de um branco deslavado eram ocupadas por vários tipos de painéis de controlo, dos quais desconhecia a função. No centro da divisão, sob um velho e esfarrapado tapete de trapos, descansava uma mesa de madeira negra um pouco apodrecida pelo tempo, rodeada por duas grandes poltronas cinza, também elas num estado lastimável e três cadeiras, igualmente de madeira negra.
- Ajuda-me aqui – pediu Patch enquanto movia uma das poltronas, que embora parecessem pesadas, não parecia causar qualquer incómodo a Patch. Não sabia o porquê mas a maneira como ele pronunciara o meu nome fizera com que o calor daquele abraço se tornasse mais cálido.
Anui, enquanto retirava a cadeira que se encontrava mais próxima de mim.
Finalmente, apenas restava a mesa que de tão pesada que era, Patch necessitou da minha ajuda, embora, evidentemente todo o esforço fora seu. Malicioso Patch retirou o tapete do seu local, revelando um alçapão. Perguntas propagaram-se pela minha mente. Guardariam ali algo de valioso? Estaria, afinal nos planos de Patch assaltar o Delphic? Seria eu cúmplice de um assalto? E porque diabos estaria um alçapão naquele local?
O queixume das dobradiças ferrugentas da porta do alçapão, aberta por Patch fizera-me sair daquele estado mental. Queria ter resposta às minhas perguntas, para tal tinha de segui-lo. Se algo de estranho acontecer… bem no momento vê-se.
Pela pequena abertura, consegui observar um lance de escadas de ferro, pressas à parede que conduziam até ao fim de um túnel negro.
- Entra – pediu-me.
Hesitei, pois não sabia se era correcto descer. Estava prestes a faze-lo pois a minha sede de respostas obrigava-me a tal, mas antes que pudesse descer, Patch aproximou-se.
- Não tenhas medo – sussurrou-me ao ouvido- eu estou aqui, contigo, meu Anjo.
“ Meu Anjo”, aquela expressão era-me familiar. Vaguei pelas minhas memórias, na esperança de encontrá-la. Sabia que já fora proferida, mas quando? E por quem? Eram as questões que me atormentavam.
Como que com um clique, fez-se luz na minha cabeça. Tinha ouvido aquela expressão durante sonhos. As imagens mostravam-se como clarões na minha mente, impedindo que as compreendesse com clareza, no entanto, lembrava-me que haviam sido proferidas por um rapaz, que podia jurar que era Patch.
Estaria eu a sonhar com ele? No sonho desta noite, sem dúvida. Mas e aquele que tivera durante a aula de Biologia? Era impossível. Antes disso nunca trocáramos uma palavra que fosse. Eu não sou propriamente a pessoa mais sociável do mundo. E embora Patch seja muito atraente, havia algo nele que me dizia para que me mante-se longe, muito longe, na realidade. Seria obra do destino?
Eram demasiadas perguntas, pensaria nas respostas mais tarde.
De qualquer maneira desci.
Parecia estar numa rede de esgotos, mas limpa. Aquele local subterrâneo, possui inúmeros canais, sem que conseguisse ver o seu fim. O local era tão húmido que gotas de água pingavam por tudo o que era sítio, iluminadas pela luz amarelada dos candeeiros suspensos nas paredes de cimento.
Por que raio, levara-me Patch para ali?
- Por aqui, Nora… - informou Patch, impedindo-me de realizar um raciocino razoável. Nenhum adolescente normal passeava com uma rapariga por túneis subterrâneos de um parque de diversões atualmente encerrado. Sem dúvida que não. Mas suspeitava que Patch não fosse um adolescente normal. Nem mesmo eu era.
Continuei a segui-lo. Viramos duas vezes à direita. Depois à esquerda. De nova à direita, até encontrarmos uma trifurcação. Patch não hesitou, seguiu pelo caminho do meio. E eu, o que poderia fazer para além de segui-lo?
Continuei a caminhar, abraçando o trilho que Patch me revelara. Finalmente o rapaz parou num enorme corredor, era idêntico aos canais anteriormente percorridos, a diferença era o facto de este parecer menos escuro, talvez por ser ocupado por inúmeras pessoas, bem como o facto de apresentar várias portas e um enorme e ruidoso sistema de ventilação. Observei com mais atenção, na verdade mais parecia uma rua, ao fundo, interligando, mais passagens como aquela, parecia surgir uma praça. Para dizer a verdade aquele lugar mais parecia uma cidade.
Estava tão fascinada com a beleza e simplicidade daquele pequeno mundo, que nem pensei nalgo mais importante. O que fariam todas aquelas pessoas ali? E o que Patch pretenderia ao levar-me?
O meu estado de transe durou o que me pareceu demasiado tempo para que não reparasse que uma rapariga caminhava ao nosso encontro. O seu cabelo loiro platinado, parecia voar atrás de si mesmo com a ausência de correntes de ar, era estupidamente liso. As suas faces rosadas, com a ajuda de maquilhagem. Aparentavam ter menos idade do que ela queria
realmente transparecer, mas não era por isso que não se podia dizer que tinha uma beleza invejável. Os seus lábios vermelhos eram carnudos, os olhos azuis sedutores, os jeans demasiado justos e o top exageradamente decotado, deixariam qualquer rapaz do liceu babado e a “poderosa e bela” da magricela da Marcie Miller cheia de inveja.
- Patch… meu querido… - disse, quando se juntou a nós. Pareceu ignorar-me completamente. Saltou para os braços da minha companhia, passou os seus dedos pelo cabelo do rapaz, enterrando os seus lábios nos dele.
- O que pensas que estás a fazer? – Patch afastou-a com brusquidão, o que não lhe provocou reação alguma. Moveu-se na minha direção. Talvez apercebendo-se da minha presença.
- Finalmente tenho o prazer de te conhecer, Nora – como se tivéssemos alguma confiança, abraçou-me, dando-me dois beijos – eu sou a Miriam.
Aqui está mais um capítulo da Fan Fic!
Capítulo 3 – Olhar violeta
I parte
Patch abriu os grandes portões com a chave que retirara do bolso. Como é que ele a tinha em sua posse? Era a pergunta que se propagava na minha mente, no entanto decidi não fazê-la ouvir para averiguar as suas acções futuras.
Segui-o. O parque de diversões parecia mais assustador de dia do que de noite, talvez achasse isso porque estava vazio ou pelo simples facto de estar com medo do que aconteceria. Não queria ser cúmplice de nenhum assalto, embora tivesse a certeza de que não haveria nada de valor para levar dali. O parque estava encerrado durante quase todo o ano, sendo reaberto com o início do verão, o que significava que o facto de nos encontrarmos naquele local não se devia a fins lucrativos.
Continuava a seguir Patch, pelos corredores de diversões. Passara pela roda gigante, pela casa assombrada, que se inseria na perfeição naquele local fantasmagórico, pelo salão de jogos, até chegar à atracção principal. O Arcanjo, a maior montanha russa do Maine, que exibia uma enorme estátua de um anjo de madeira no seu pico mais alto. Não parecia muito segura, para dizer a verdade nada segura. Não tencionava por nada entrar ali.
- Estamos quase lá- disse Patch sem que eu perguntasse - Não tens com que te preocupar, eu conheço os donos, não tenciono destruir nada.
Anui sem que acreditasse. Ele pareceu perceber-se, rodou o seu corpo de modo a que ficássemos frente a frente. Ternamente pegou no meu queixo, subindo-o para que pudesse olha-lo olhos nos olhos. Embora tivesses as maiores pernas que alguma vez vira, Patch era mais alto que eu. Tentei desviar o olhar para o chão, as pontas dos meus mocassins tocavam as biqueiras das suas botas.
- Porque fazes isso? – perguntou.
- O quê?
- Porque desvias o olhar?
- Os teus olhos parecem-me demasiado negros, tenho medo que esse desespero que transmitem me consuma… - como é que eu dissera aquilo? Como é que eu admitira que estava com medo? Como é que eu ficara com medo?
Patch abraçou-me. O seu corpo quente protegeu-me daquele sentimento, do qual eu não me lembrava de contrair. Desde que o meu pai morrera, desde aquele dia em que soubera que tinha sido assassinado, ficara um pouco medrosa mas sempre sentira a sua presença e soubera que ele me protegia, mas agora, era diferente, não sabia a razão mas ao lado de Patch, tinha medo, precisava da sua protecção.
II parte
Queria continuar protegida por aquele abraço, no entanto, Patch dissera que o tempo escasseava e em breve teríamos de ir a caminho da escola. Como tal, deixei que me soltasse, tentando preservar o calor do seu corpo junto do meu.
Patch abrira a porta do que me parecera ser o local onde controlavam a montanha russa. Segui-o pois este ordenava-me que o fizesse.
O pequeno cubículo possuía apenas, uma janela que embora tapada, guiava pequenos raios de luz que aqueciam aquele local escuro. As paredes de um branco deslavado eram ocupadas por vários tipos de painéis de controlo, dos quais desconhecia a função. No centro da divisão, sob um velho e esfarrapado tapete de trapos, descansava uma mesa de madeira negra um pouco apodrecida pelo tempo, rodeada por duas grandes poltronas cinza, também elas num estado lastimável e três cadeiras, igualmente de madeira negra.
- Ajuda-me aqui – pediu Patch enquanto movia uma das poltronas, que embora parecessem pesadas, não parecia causar qualquer incómodo a Patch. Não sabia o porquê mas a maneira como ele pronunciara o meu nome fizera com que o calor daquele abraço se tornasse mais cálido.
Anui, enquanto retirava a cadeira que se encontrava mais próxima de mim.
Finalmente, apenas restava a mesa que de tão pesada que era, Patch necessitou da minha ajuda, embora, evidentemente todo o esforço fora seu. Malicioso Patch retirou o tapete do seu local, revelando um alçapão. Perguntas propagaram-se pela minha mente. Guardariam ali algo de valioso? Estaria, afinal nos planos de Patch assaltar o Delphic? Seria eu cúmplice de um assalto? E porque diabos estaria um alçapão naquele local?
O queixume das dobradiças ferrugentas da porta do alçapão, aberta por Patch fizera-me sair daquele estado mental. Queria ter resposta às minhas perguntas, para tal tinha de segui-lo. Se algo de estranho acontecer… bem no momento vê-se.
Pela pequena abertura, consegui observar um lance de escadas de ferro, pressas à parede que conduziam até ao fim de um túnel negro.
- Entra – pediu-me.
Hesitei, pois não sabia se era correcto descer. Estava prestes a faze-lo pois a minha sede de respostas obrigava-me a tal, mas antes que pudesse descer, Patch aproximou-se.
- Não tenhas medo – sussurrou-me ao ouvido- eu estou aqui, contigo, meu Anjo.
“ Meu Anjo”, aquela expressão era-me familiar. Vaguei pelas minhas memórias, na esperança de encontrá-la. Sabia que já fora proferida, mas quando? E por quem? Eram as questões que me atormentavam.
Como que com um clique, fez-se luz na minha cabeça. Tinha ouvido aquela expressão durante sonhos. As imagens mostravam-se como clarões na minha mente, impedindo que as compreendesse com clareza, no entanto, lembrava-me que haviam sido proferidas por um rapaz, que podia jurar que era Patch.
Estaria eu a sonhar com ele? No sonho desta noite, sem dúvida. Mas e aquele que tivera durante a aula de Biologia? Era impossível. Antes disso nunca trocáramos uma palavra que fosse. Eu não sou propriamente a pessoa mais sociável do mundo. E embora Patch seja muito atraente, havia algo nele que me dizia para que me mante-se longe, muito longe, na realidade. Seria obra do destino?
Eram demasiadas perguntas, pensaria nas respostas mais tarde.
De qualquer maneira desci.
III parte
Parecia estar numa rede de esgotos, mas limpa. Aquele local subterrâneo, possui inúmeros canais, sem que conseguisse ver o seu fim. O local era tão húmido que gotas de água pingavam por tudo o que era sítio, iluminadas pela luz amarelada dos candeeiros suspensos nas paredes de cimento.
Por que raio, levara-me Patch para ali?
- Por aqui, Nora… - informou Patch, impedindo-me de realizar um raciocino razoável. Nenhum adolescente normal passeava com uma rapariga por túneis subterrâneos de um parque de diversões atualmente encerrado. Sem dúvida que não. Mas suspeitava que Patch não fosse um adolescente normal. Nem mesmo eu era.
Continuei a segui-lo. Viramos duas vezes à direita. Depois à esquerda. De nova à direita, até encontrarmos uma trifurcação. Patch não hesitou, seguiu pelo caminho do meio. E eu, o que poderia fazer para além de segui-lo?
Continuei a caminhar, abraçando o trilho que Patch me revelara. Finalmente o rapaz parou num enorme corredor, era idêntico aos canais anteriormente percorridos, a diferença era o facto de este parecer menos escuro, talvez por ser ocupado por inúmeras pessoas, bem como o facto de apresentar várias portas e um enorme e ruidoso sistema de ventilação. Observei com mais atenção, na verdade mais parecia uma rua, ao fundo, interligando, mais passagens como aquela, parecia surgir uma praça. Para dizer a verdade aquele lugar mais parecia uma cidade.
Estava tão fascinada com a beleza e simplicidade daquele pequeno mundo, que nem pensei nalgo mais importante. O que fariam todas aquelas pessoas ali? E o que Patch pretenderia ao levar-me?
O meu estado de transe durou o que me pareceu demasiado tempo para que não reparasse que uma rapariga caminhava ao nosso encontro. O seu cabelo loiro platinado, parecia voar atrás de si mesmo com a ausência de correntes de ar, era estupidamente liso. As suas faces rosadas, com a ajuda de maquilhagem. Aparentavam ter menos idade do que ela queria
realmente transparecer, mas não era por isso que não se podia dizer que tinha uma beleza invejável. Os seus lábios vermelhos eram carnudos, os olhos azuis sedutores, os jeans demasiado justos e o top exageradamente decotado, deixariam qualquer rapaz do liceu babado e a “poderosa e bela” da magricela da Marcie Miller cheia de inveja.
- Patch… meu querido… - disse, quando se juntou a nós. Pareceu ignorar-me completamente. Saltou para os braços da minha companhia, passou os seus dedos pelo cabelo do rapaz, enterrando os seus lábios nos dele.
- O que pensas que estás a fazer? – Patch afastou-a com brusquidão, o que não lhe provocou reação alguma. Moveu-se na minha direção. Talvez apercebendo-se da minha presença.
- Finalmente tenho o prazer de te conhecer, Nora – como se tivéssemos alguma confiança, abraçou-me, dando-me dois beijos – eu sou a Miriam.
sábado, 8 de dezembro de 2012
Finale!
Olá a Todos!
Há pouco tempo contactei com a Porto Editora sobre a publicação de Finale mas ainda não me responderam! A única razão porque ainda não publiquei nenhum excerto do livro na net é porque prefiro ler o livro quando ele estiver nas minhas mão e não online.
Becca Fitzpatrick anunciou também que está a trabalhar num novo livro chamado Black Ice que será lançado em 2014.
Há pouco tempo contactei com a Porto Editora sobre a publicação de Finale mas ainda não me responderam! A única razão porque ainda não publiquei nenhum excerto do livro na net é porque prefiro ler o livro quando ele estiver nas minhas mão e não online.
Becca Fitzpatrick anunciou também que está a trabalhar num novo livro chamado Black Ice que será lançado em 2014.
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